União Brasil e PP decidem deixar governo Lula e apoiar anistia a Bolsonaro

A cúpula da federação União Progressista, dos partidos União Brasil e PP, decidiu nesta terça-feira (2) que todos os filiados das siglas devem deixar o governo Lula (PT), segundo relatos de cinco lideranças dos partidos. Isso significa, portanto, que deverão deixar os cargos os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), deputados federais licenciados pelo PP e pelo União Brasil, respectivamente.

A federação também decidiu apoiar um projeto de anistia a Jair Bolsonaro (PL). O anúncio será feito na tarde desta terça (2), dia do início do julgamento do ex-presidente.

De acordo com relatos, os ministros terão um prazo para deixar o governo —a ideia é que isso ocorra até o fim do mês. Os presidentes das duas legendas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, respectivamente, se reuniram na manhã desta terça com aliados para tratar do tema, e uma fala à imprensa está prevista para esta tarde.

A decisão, no entanto, abre brecha para que indicações de políticos desses partidos continuem na Esplanada. O União Brasil tem indicados em mais dois ministérios: Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações). Os dois são indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), considerado um dos principais aliados do Planalto no Congresso hoje, e deverão permanecer nos cargos. Alcolumbre também indicou o nome do presidente da Codevasf, Lucas Felipe de Oliveira.

O PP tem o comando da Caixa Econômica Federal, com Carlos Vieira. Ele foi indicado pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e também deverá permanecer no cargo.

A decisão do desembarque do governo petista ocorre uma semana após o presidente da República ter cobrado fidelidade dos ministros do centrão em reunião ministerial e sugerido que eles deixassem o governo se não se sentissem confortáveis em defender a gestão petista.

As declarações aumentaram a pressão interna pelo desembarque —algo que já era defendido por Rueda e Ciro, mas encontrava resistência entre os integrantes das legendas na entrega dos cargos. Além dos postos na Esplanada, as duas siglas têm indicados em cargos federais nos estados.

No encontro na semana passada, Lula se dirigiu aos ministros do União Brasil e do PP para cobrar que eles se posicionem durante atos de oposição organizados por seus partidos, citando o evento de homologação da federação União Progressista na semana passada que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Tarcísio é apontado como possível adversário do petista na eleição presidencial no próximo ano.

Ainda na reunião, ao falar dos laços com seus ministros, Lula isse que não tinha a pretensão de ser amigo de Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Ele afirmou que não gosta do dirigente partidário e que a recíproca também é verdadeira. Lula também citou Ciro Nogueira, lembrando que ele foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL) e dizendo que o senador não tem votos para se reeleger no estado no próximo ano.

As declarações de Lula geraram mal-estar entre integrantes dos dois partidos e levou ao vice-presidente do União, ACM Neto (BA), a pautar o desembarque do governo em reunião da executiva nacional da sigla prevista para ocorrer nesta quarta (3).

Nos últimos dias, tanto Fufuca quanto Sabino pediram ajuda a aliados para tentar distensionar o clima e evitar a saída deles do governo. Isso porque os dois têm pretensões de concorrer ao Senado no próximo ano e planejavam ter o apoio de Lula. Tanto Sabino quanto Fufuca foram indicados à Esplanada pela bancada dos respectivos partidos.

Apesar de comandar os quatro ministérios e a Caixa, os dois partidos têm atuado fortemente pela escolha de Tarcísio para concorrer à Presidência no próximo ano. Como a Folha de S.Paulo mostrou, o possível desembarque das duas legendas tem potencial de ampliar a instabilidade do Executivo no Congresso. O governo veria reduzida sua base oficial para 259 deputados, apenas dois a mais do que a metade, agravando o atual cenário de dificuldades no Congresso.

Portal Correio

EM NOTA GOVERNO CANCELA PROVAS DO CONCURSO DA EDUAÇÃO E ANUNCIARÁ NOVO CRONOGRAMA


O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), informa que, após criteriosa análise dos fatos ocorridos durante a aplicação das provas no domingo, 1º de dezembro, e considerando o fato de a empresa contratada não ter fornecido os documentos relativos à etapa realizada, em especial aos fatos denunciados, decidiu pelo cancelamento da etapa do certame.

Será divulgado novo cronograma de etapas, a ser disponibilizado em breve.

A medida reflete o compromisso do Estado em garantir a transparência, a lisura e o cumprimento dos princípios que regem a administração pública.

Reafirmamos o compromisso com a realização de concursos públicos baseados na legalidade, moralidade e transparência.

Aberson Carvalho
Secretário de Estado de Educação e Cultura

Paulo Roberto Correia
Secretário de Estado de Administração

EM TARAUACÁ POLÍCIA CIVIL PRENDE PADRASTO ACUSADO DE ESTUPRAR MENINA DE 13 ANOS - O CRIME É PRATICADO DESDE QUANDO A MENINA TINHA 7 ANOS


A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia Geral de Tarauacá, realizou hoje (02/12) a prisão de S. da S. do C., 30 anos, acusado de praticar o crime de estupro de vulnerável contra sua enteada, uma adolescente de 13 anos.

De acordo com o delegado José Ronério, as investigações começaram após uma palestra educativa realizada na Escola Rosaura Mourão da Rocha pela Operação Nacional Hagnos. Durante o evento, a vítima teve coragem de relatar anos de abusos sofridos, desde os 7 anos de idade, por parte do padrasto. A jovem revelou que, apesar de ter contado à mãe sobre os abusos, não recebeu o apoio necessário, e os crimes continuaram ocorrendo.

"O Conselho Tutelar foi acionado de imediato e a vítima recebeu apoio e encaminhamento para exames periciais. Com base nas provas obtidas, a Justiça expediu o mandado de prisão, que foi cumprido com eficiência pela equipe policial" disse.

O acusado agora está à disposição do Poder Judiciário e responderá pelo crime hediondo de estupro de vulnerável, previsto no Art. 217-A do Código Penal. 

"A Polícia Civil do Acre reafirma sua dedicação na apuração de crimes dessa gravidade, garantindo que os culpados sejam responsabilizadosSe você ou alguém que conhece é vítima de abuso, denuncie! Sua informação pode salvar vidas. Ligue para o 181 ou procure a Delegacia mais próxima. Estamos atentos e prontos para agir contra qualquer forma de violência. Juntos, construímos um Acre mais seguro e justo" finalizou o delegado.





TARAUACÁ: Escola José Augusto de Araújo realiza culminância do projeto "Mundo Mágico da Leitura"


Com o objetivo de celebrar o trabalho desenvolvido ao longo do ano, a Escola José Augusto de Araújo realizou, nesta sexta-feira, 29, a culminância do projeto Mundo Mágico da Leitura: Embarque nessa viagem. O evento trouxe apresentações culturais, exposições temáticas e barracas com produções elaboradas por alunos e professores, destacando o protagonismo infantil e a valorização da leitura como base para o aprendizado.

A secretária municipal de educação, Maria Lucicléia, enfatizou o impacto positivo do projeto na formação das crianças. "A leitura é um dos pilares fundamentais da educação e precisa ser vivenciada como um ato de amor. Este projeto é a prova de que a união entre professores, alunos e comunidade escolar faz a diferença na construção de uma sociedade mais justa e instruída," declarou a secretária.

A gestora da escola, Francileide Fontineles, também compartilhou a emoção de ver o trabalho concluído. "Este projeto nos mostra que, com dedicação e parceria, podemos transformar o aprendizado em algo significativo e prazeroso. A participação da comunidade e o entusiasmo dos alunos são o reflexo de um trabalho realizado com muito carinho," comentou.

As barracas temáticas exibiram produções das turmas do primeiro ao quinto ano, além de atividades da educação inclusiva e infantil, ressaltando a dedicação dos professores e o envolvimento das crianças em cada etapa do projeto.


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TARAUACÁ: Escola Municipal Rilza Maria Daniel realiza 3ª Mostra do Programa União Faz a Vida


A Escola Municipal Rilza Maria Daniel do Nascimento promoveu a 3ª Mostra do Programa União Faz a Vida, uma iniciativa realizada em parceria com o SICREDI e a Prefeitura de Tarauacá, por meio da Secretaria Municipal de Educação. O evento, realizado nesta quinta-feira, 28, destacou projetos e atividades desenvolvidas pelos alunos, enfatizando o protagonismo infantil no processo de ensino-aprendizagem.

A mostra apresentou uma série de trabalhos que refletem o impacto positivo do programa, cujo objetivo é estimular metodologias ativas que incentivam os estudantes a buscar conhecimento dentro e fora da sala de aula. As atividades destacaram o papel das crianças como protagonistas, garantindo uma educação mais significativa e transformadora.

Durante o evento, a secretária de Educação, Maria Lucicléia Nascimento, agradeceu o apoio do SICREDI e enfatizou a importância de parcerias que promovem a valorização da educação no município. "A união entre professores, alunos e instituições parceiras, como o SICREDI, tem sido essencial para garantir que nossas crianças tenham uma educação de qualidade. O programa União Faz a Vida é um exemplo de como podemos transformar a aprendizagem e proporcionar um futuro melhor para nossos estudantes", afirmou a secretária.


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A estratégia de Bolsonaro para se livrar da prisão e jogar golpe no colo de Heleno e Braga Netto

Bolsonaro pretende rifar Augusto Heleno e Braga Netto para se livrar da prisão Fotos: Lula Marques/Fernando Frazão/Tânia Rêgo ABr

Por Ivan Longo - Após falar em fugir para uma embaixada em caso de condenação pela tentativa de golpe de Estado no Brasil, Jair Bolsonaro já trabalha com mais uma estratégia para tentar se livrar de prisão: jogar a culpa em militares de alta patente que compunham o seu governo, entre eles o general Augusto Heleno (ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional) e general Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, além de candidato a vice de Bolsonaro nas eleições de 2022).

Trata-se de a tese de "golpe dentro do golpe", que consistiria em um plano golpista não só para impedir a posse de Lula após o pleito, mas para que os próprios militares assumissem o poder, em detrimento de Bolsonaro. A sinalização de que essa deve ser a estratégia foi dada por Paulo Amador da Cunha Bueno, um dos advogados de Bolsonaro, em entrevista à GloboNews nesta sexta-feira (30).

Bueno usa como base nesta narrativa o "Punhal Verde e Amarelo", documento elaborado, segundo a Polícia Federal (PF), pelo general da reserva e ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro, Mario Fernandes, que foi preso recentemente na operação "Contragolpe". O planejamento envolvia o assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento previa, após deflagrado o golpe, a a criação de um Gabinete Institucional de Gestão de Crise que seria comandando por militares.

Heleno, segundo o planejamento, seria o chefe de tal gabinete. Braga Netto, por sua vez, seria o coordenador-geral, enquanto outros militares de alta patente, como o próprio Mario Fernandes, assumiriam outras funções de comando.

O fato de Jair Bolsonaro não ser mencionado no plano "Punhal Verde e Amarelo" é a base da estratégia a ser usada pela defesa do ex-presidente para jogar a culpa pela tentativa de golpe em Heleno e Braga Netto.

"Quem seria o grande beneficiado? Segundo o plano do general Mario Fernandes, seria uma junta que seria criada após a ação do 'Plano Punhal Verde e Amarelo', e nessa junta não estava incluído o presidente Bolsonaro", disse o advogado de Bolsonaro em entrevista à GloboNews.

"Não tem o nome dele [Bolsonaro] lá, ele não seria beneficiado disso. Não é uma elucubração da minha parte. Isso está textualizado ali. Quem iria assumir o governo em dando certo esse plano terrível, que nem na Venezuela chegaria a acontecer, não seria o Bolsonaro, seria aquele grupo", afirmou ainda.

Apesar da tentativa do advogado de Bolsonaro de imputar a culpa somente a Heleno e Braga Netto, a Polícia Federal, em seu relatório final sobre a investigação, aponta o ex-presidente como o principal líder da organização criminosa que tentou deflagrar um golpe no Brasil. Os investigadores afirmam, inclusive, que Bolsonaro tinha conhecimento do plano para assassinar autoridades.

Bolsonaro indiciado

O relatório final da Polícia Federal (PF), encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) propondo o indiciamento de Jair Bolsonaro e de outras 37 pessoas, traz com detalhes o envolvimento do ex-presidente na trama golpista.

A investigação da PF é taxativa no documento. "Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que o então presidente da República, JAIR MESSIAS BOLSONARO, planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um Golpe de Estado e da Abolição do Estado Democrático de Direito, fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à sua vontade", diz trecho do relatório, sendo preservada aqui a grafia original.

O arcabouço probatório colhido pelos investigadores demonstra que o grupo investigado e liderado por Bolsonaro "criou, desenvolveu e disseminou a narrativa falsa da existência de vulnerabilidade e fraude no sistema eletrônico de votação do País desde o ano de 2019". O objetivo seria sedimentar na população a falsa realidade de fraude eleitoral para que dois objetivos fossem alcançados posteriormente: "primeiro, não ser interpretada como um possível ato casuístico em caso de derrota eleitoral e, segundo e mais relevante, ser utilizada como fundamento para os atos que se sucederam após a derrota do então candidato".

Por JORNAL DO BRASIL com Revista Fórum

Polícia Civil do Acre alerta para golpe do amor e oferece dicas de prevenção

A Polícia Civil do Acre (PCAC) emitiu um alerta sobre o “Golpe do Amor”, um esquema de estelionato que normalmente tem como alvos principais as mulheres. Por meio de perfis falsos em redes sociais e sites de relacionamento, os golpistas conquistam a confiança das vítimas para obter vantagens financeiras ou mesmo cometer abusos.

O diretor do Departamento de Inteligência da PCAC, delegado Nilton Boscaro, explicou como os criminosos agem e ofereceu orientações para evitar esse tipo de crime. “Os golpistas geralmente criam perfis falsos em redes sociais ou em sites de relacionamento como Facebook, Instagram e Tinder. Depois, enviam solicitações de amizade para as vítimas e iniciam conversas por aplicativos de mensagens como WhatsApp, Direct ou Telegram. O objetivo é conquistar a confiança da vítima, muitas vezes utilizando galanteios e promessas para criar um vínculo emocional”, informou.

A PCAC reafirma seu compromisso em combater esses golpes e orienta a população a buscar informações e adotar precauções no ambiente virtual. Foto: arquivo/ PCAC.

Segundo o delegado, o golpe pode seguir dois caminhos. “Em alguns casos, eles marcam encontros em locais isolados para cometer abusos contra a vítima. Em outros, o foco é obter vantagens econômicas. Eles criam histórias emocionais, pedem dinheiro emprestado ou convencem a vítima a adquirir bens em nome deles, como veículos. Após conseguirem o que querem, desaparecem, deixando a vítima com prejuízos financeiros e emocionais”, declarou.

Boscaro destacou medidas importantes para prevenir esse tipo de crime: “É essencial que as pessoas tenham cuidado ao aceitar amizades no ambiente virtual. Nunca se deve iniciar um relacionamento exclusivamente virtual e, caso haja um encontro, é fundamental que ele ocorra em locais públicos e movimentados. Além disso, é importante desconfiar de histórias tristes e evitar emprestar dinheiro ou adquirir bens em nome de outra pessoa”.

O delegado também orientou sobre como proceder caso alguém seja vítima do golpe. “Se você enviou dinheiro recentemente, entre em contato imediatamente com seu banco para tentar bloquear a transação. Reúna todas as informações possíveis sobre o golpista, como números de telefone, perfis de redes sociais, comprovantes de pagamentos e prints de conversas. Com esses dados e com os equipamentos eletrônicos utilizados para conversar com o golpista, procure uma Delegacia de Polícia Civil para registrar o Boletim de Ocorrência”, disse.

A PCAC reafirma seu compromisso em combater esses golpes e orienta a população a buscar informações e adotar precauções no ambiente virtual. Denunciar é fundamental para que se possa investigar e responsabilizar os culpados, além de evitar que outras pessoas sejam vítimas.

(AGÊNCIA-ACRE)

URGENTE - SINTEAC pede reavaliação do concurso


O concurso público realizado pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) enfrenta 
críticas devido à má condução por parte da banca organizadora. Desde a falta de planejamento logístico até problemas durante a aplicação das provas. Os erros apontados evidenciam a necessidade de medidas urgentes para garantir a lisura do processo.

Entre as principais falhas destacadas estão:Logística inadequada: A banca não realizou um levantamento adequado da quantidade de salas e cadeiras para acomodar os 46 mil inscritos. Em diversas escolas, candidatos relataram a ausência de assentos suficientes e outros problemas estruturais. 

Desorganização nos horários: Houve descumprimento dos horários estabelecidos, com candidatos entrando nas salas após o início da prova, gerando desconforto e insegurança entre os concorrentes.

Impacto emocional nos candidatos: Os participantes, que dedicaram meses de estudo e enfrentaram a pressão emocional típica de um concurso, sentiram-se
prejudicados pela falta de compromisso e responsabilidade da banca. 

Problemas adicionais: Além das falhas logísticas e organizacionais, o formato das
provas e a inclusão das videoaulas têm sido amplamente criticados. Muitos profissionais consideram essa etapa desnecessária e inadequada, especialmente em um cenário onde a banca já demonstrou ineficiência na aplicação de provas tradicionais.

Diante dessas irregularidades, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (SINTEAC) sugere que as provas sejam canceladas e remarcadas para uma nova data, ainda em dezembro, com o objetivo de garantir condições justas para todos os candidatos. O sindicato também reforça a necessidade de retirada das videoaulas do processo seletivo, argumentando que essa exigência não contribui para a avaliação das competências dos profissionais.

Além disso, o SINTEAC destaca a importância de uma intervenção do Ministério Público para acompanhar e avaliar a conduta da banca organizadora, garantindo que os direitos dos candidatos sejam preservados e que a SEE tome medidas cabíveis para evitar que situações semelhantes ocorram novamente.

É essencial que a SEE ouça as demandas dos concursandos, do sindicato e da sociedade em geral, reavaliando todo o processo com responsabilidade e transparência. Somente assim será possível garantir que o concurso público seja conduzido de maneira ética e eficiente, assegurando oportunidades justas para todos os participantes.

(DIRETORIA/SINTEAC)

Vende-se Moto Bros em Tarauacá


 Falar com Ricardo

99210 1145

Nossas crianças estão em perigo (THE INTERCEPT)


De forma muito educada, uma leitora nos contestou nesta semana. Ela questionou o formato que escolhemos para comunicar a nossa reportagem sobre como a Brasil Paralelo, uma das principais disseminadoras de ideologias de extrema direita, está invadindo escolas.

Mais especificamente, ela mencionava o teaser, um vídeo curto divulgado apenas nas redes sociais um dia antes da reportagem ser publicada, que perguntava: “você sabe o que seu filho está vendo na escola?”.

A leitora questionou se a gente não estaria usando uma linguagem excessivamente sensacionalista e apelativa, repetindo a fórmula de “pânico moral” da extrema direita. Fiquei reflexiva. Bem, o vídeo foi pensado para isso: apontar exatamente o tipo de linguagem que a extrema direita usa para capturar a atenção (e o medo) de sua base nas redes sociais.

Mas esse não é um pânico inventado: é um sequestro ideológico bem documentado do direito constitucional de nossos filhos a uma educação de qualidade por um grupo bem financiado de extremistas de direita.

Ou seja, ao contrário deles, não estamos exagerando. Mas o formato é, de fato, uma questão profunda sobre a qual temos refletido muito ultimamente. Deixa eu voltar uns passos para explicar.

Há muito tempo, o Intercept cobre as big techs e critica a lógica em que as plataformas funcionam: máquinas de chupar dados e devolver conteúdo que desperta sentimentos primitivos para, assim, garantir engajamento aos anunciantes. É a economia da atenção, o capitalismo de vigilância, captura e neocolonialismo das plataformas.

Eu mesma escrevi matérias no Intercept denunciando essas práticas em 2018, 2019 e 2020. Quando os jornalistas da grande mídia ainda aplaudiam as plataformas, nós já estávamos criticando. Esse pequeno disclaimer é importante para situar o nosso ponto de partida e como enxergamos essa questão.

Voltando à Brasil Paralelo. Nesta semana, eu e Paulo Motoryn mostramos como a produtora está invadindo escolas e ONGs com ‘bolsas’ financiadas por ‘mecenas’.

Já são 285 escolas parceiras, e o projeto de conquistar corações e mentes é ambicioso e de longo prazo. Afinal, o objetivo é combater o “progressismo”, ideologia que, na visão deles, se apossou da educação brasileira e precisa ser extirpada da sociedade.

É puro suco de olavismo, sim, e você pode entender melhor na reportagem e no podcast da Rádio Escafandro, que participei.

Recomendo também esse excelente texto do Fernando Cássio, professor da Faculdade de Educação da USP, que pontua todos os problemas dessa invasão: “a liberdade de escolha dos métodos e conteúdos de ensino, uma prerrogativa profissional dos professores, no entanto, não se confunde com liberdade irrestrita para propagar falsificações históricas e negacionismos científicos – os tais conteúdos ‘paralelos’ das bolhas ideológicas de extrema direita”.

Nosso objetivo, com essa reportagem, foi atingir um público amplo. Muita gente não tinha ideia que a produtora tinha esse programa e essa capilaridade. Não é só um “Netflix de direita", mas um projeto de poder muito bem estruturado e financiado.

Suas narrativas são pensadas para, sob um verniz científico ou isento, propagar uma visão de mundo conservadora, que contesta os direitos das mulheres, dos indígenas e a proteção ambiental.

A produtora também tem uma relação umbilical com as big techs. A Brasil Paralelo não seria o que é sem os milhões de reais que ganhou com o tratamento preferencial que recebeu dos algoritmos das plataformas. A produtora usa estratégias sofisticadas de SEO – técnicas para ficar no topo das buscas – e gasta uma grana comprando palavras-chave na busca do Google.

Se um desavisado procurar por “o que é feminismo”, pode cair num verbete criado por eles. E mesmo que você opte por assistir ao vídeo de outras pessoas sobre o assunto, é muito provável que a Brasil Paralelo seja sugerida pelo algoritmo para ver automaticamente depois.

A produtora também é a maior anunciante política da Meta: foram R$ 25 milhões despejados só em anúncios na plataforma dona de Facebook, Instagram e WhatsApp nos últimos quatro anos. Só em anúncios. É mais dinheiro do que o orçamento inteiro do Intercept neste período.

Então, não é exagero dizer: a Brasil Paralelo adora as big techs, e a recíproca é verdadeira. A cliente é tão importante que a Meta permite, por exemplo, que a produtora faça anúncios sobre “aborto”, disseminando pânico moral e atacando os direitos das mulheres, mesmo que “assuntos sociais” sejam tecnicamente restritos para anúncios e precisem passar por aprovação humana.

É uma verdadeira máquina de propaganda da extrema direita, que trafega muito bem porque está dando às plataformas exatamente o que elas querem: além do dinheiro, conteúdo altamente engajante.

Nós já mostramos que as redes sociais lucram quando você sente raiva – é pela mesma razão que teorias da conspiração e notícias falsas performam melhor: elas têm os gatilhos que as redes sociais premiam com engajamento.

Só nesta semana, três fatos mostram como o tema é crítico. Se discute, por exemplo, se sistemas de recomendação de conteúdo nas plataformas são de “alto risco” na regulação de inteligência artificial. O STF também está decidindo se as plataformas de internet devem ser responsabilizadas pelo conteúdo dos usuários. E a Austrália chegou a proibir redes sociais para menores de 16 anos – iniciativa que eu aplaudo, embora ainda careça de mais detalhamento.

Tudo isso aconteceu porque as plataformas continuam a se expandir, e nossa comunicação é mediada por essas regras invisíveis que escolhem o que deve ou não aparecer para você.

Até mesmo esta newsletter, que antes era relativamente livre de mediação algorítmica, começou recentemente a sofrer oscilações drásticas nas taxas de abertura com base na avaliação do algoritmo secreto do Gmail (a propósito, se quiser garantir que ele chegue, vá até a parte superior do e-mail, clique no remetente e adicione-nos à sua lista de contatos!).

Por isso, para chegarmos nas pessoas e efetivamente provocarmos mudanças, é preciso furar essas ondas de desgosto que são as redes sociais. E competir a atenção com quem, há muito tempo, usa as estratégias mais perversas e muito dinheiro para dominar o debate público com discurso de ódio.

O ecossistema de redes sociais é turvo, mas por ora é o caminho que a gente tem para chegar nas pessoas.

Ele demanda que a gente, de certa forma, hackeie um sistema que foi desenvolvido para eles, e não para nós. Adaptamos as nossas investigações e histórias mais importantes para a linguagem das redes, sem perder o nosso compromisso com o jornalismo e a qualidade do que produzimos. Porque, sim, existe uma ameaça da extrema direita sobre as crianças nas escolas – e o Brasil inteiro precisa saber disso.

Temos a obrigação de que nossa reportagem seja desdobrada para chegar no maior número de pessoas possível – o que fica muito mais difícil quando você tem um compromisso com os fatos e um respeito pelo seu leitor.

Qual é o equilíbrio certo entre buscar atenção e estar sóbrio? E pelo simples fato de jogarmos o jogo deles, já perdemos? Acho que a resposta é não – mas a linha, às vezes, é tênue.

Nós estamos constantemente experimentando e diversificando a linguagem, mas sem perder a nossa missão mais central. Por isso, estou grata à leitora que nos questionou.

A gente ouviu e refletiu como fazemos todo dia – porque é dessa comunidade que vem a nossa força. Afinal, as ondas das redes sociais passam, mas a necessidade de um jornalismo de qualidade só aumenta – especialmente aquele que fiscaliza e expõe quem quem lucra e se aproveita desse ecossistema que premia o ódio e a intolerância.

THE INTERCEPT

CONCURSO DA EDUCAÇÃO ESTADUAL COM 3.000 VAGAS SERÁ REALIZADO NESTE DOMINGO


A Secretaria de Educação do Acre realiza neste domingo, 1 de dezembro, o tão esperado concurso público que
 pretende preencher 3.000 vagas em 17 cargos. As oportunidades são para candidatos de ensino médio e superior em licenciatura nas funções de Apoio Administrativo e Professor, com salários que vão até R$ 3.850,21.

Os aprovados ingressam pelo regime estatutário, que dá estabilidade na carreira após o estágio probatório, e eles serão chamados no decorrer da validade do concurso, que será de 2 anos e poderá ser prorrogado por mais 2.

Cargos e Vagas SEE AC

As 3.000 vagas abertas são para ingresso nas carreiras de:
Nível médioApoio administrativo Educacional (500)
Nível superiorProfessor de Arte (111)
Professor de Biologia (256)
Professor de Educação Física (108)
Professor de Língua Espanhola (126)
Professor de Filosofia (83)
Professor de Física (152)
Professor de Geografia (178)
Professor de História (178)
Professor de Língua inglesa (128)
Professor de Língua Portuguesa (174)
Professor de Matemática (308)
Professor de Química (138)
Professor de Sociologia (60)
Professor de Braile (5)
Professor de Educação Especial (485)
Professor de Libras (10)

O salário inicial será de R$ 1.941,51 para o cargo de Apoio administrativo Educacional e de R$ 3.850,21 para os cargos de Professor. Os rendimentos serão acrescidos de auxílio-alimentação no valor de R$ 420,00, por regime de trabalho de 30 horas na semana.

O concurso público avaliará os candidatos em quatro etapas, sendo:Provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório para todos os cargos;
Prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório para os cargos de nível superior;
Avaliação de títulos, de caráter classificatório para os cargos de nível superior;
Prova prática, de caráter eliminatório e classificatório para todos os cargos de nível superior.

As provas objetiva e discursiva estão marcadas para o dia 01 de dezembro de 2024 nos municípios de Brasiléia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Jordão, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Walter, Rio Branco, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri, em horário e locais divulgados a partir das 13h do dia 18 de novembro.

Veja a composição das provas objetivas

Nível médio10 questões de Língua Portuguesa;
10 questões de Matemática;
08 questões de Noções de Informática;
04 questões de História do Acre;
04 questões de Geografia do Acre;
14 questões de Conhecimentos Específicos.

Nível superior06 questões de Língua Portuguesa;
06 questões de Matemática;
04 questões de História do Acre;
04 questões de Geografia do Acre;
08 questões de Legislação Educacional;
08 questões de Conhecimentos Pedagógicos;
14 questões de Conhecimentos Específicos

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no endereço eletrônico citado, a partir das 19h do dia 01 de dezembro.


Justiça Eleitoral do Acre tem 87% satisfação nas Eleições 2024 - Pesquisa destaca a eficiência da Justiça Eleitoral e o reconhecimento dos eleitores acreanos no processo democrático


Nesta sexta-feira, 29, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) realizou uma reunião virtual para apresentar os resultados da Pesquisa de Opinião Pública sobre as Eleições Municipais de 2024, realizada pelo Instituto Consulting do Brasil Inteligência em Pesquisa. A apresentação foi conduzida por Luciane Bombach, Diretora de Planejamento e Administrativo desta empresa.

Estiveram presentes na reunião o Presidente do TRE-AC, Desembargador Júnior Alberto; a Juíza-Auxiliar da Presidência e da Corregedoria Eleitoral, Louise Santana e Izabelle Sarmento, respectivamente; o Juiz da 9ª Zona Eleitoral, Alesson Braz; além de servidores do tribunal.

A pesquisa revelou um índice significativo de satisfação dos eleitores, com 87% avaliando positivamente o trabalho realizado pela Justiça Eleitoral no Acre, marcando um crescimento contínuo nos últimos anos. O estudo destacou que cerca de 9 em cada 10 eleitores consideram o TRE-AC e os Cartórios Eleitorais instituições confiáveis.

Entre os pontos mais elogiados pelos eleitores, destacam-se:Atendimento na seção eleitoral: 95,2% dos eleitores aprovaram o atendimento;
Agilidade no processo e infraestrutura dos locais de votação: 94,3% avaliaram positivamente;

Cordialidade dos mesários: foi outro ponto de destaque.

A maioria dos eleitores reconheceu a eficiência no processo de votação, com 87,9% elogiando a rapidez das eleições. Quase todos os entrevistados (99,6%) consideram o voto um ato de grande importância para o fortalecimento da democracia. A obrigatoriedade do voto foi defendida por 68,2% dos eleitores.

A pesquisa também mostrou alta confiança nas urnas eletrônicas (81,9%) e nos resultados das eleições (84,3%). Além disso, 91,4% dos eleitores acreditam que a identificação biométrica fortalece a segurança do processo eleitoral.

O estudo destacou que 95,6% dos eleitores acompanham o comportamento social e as propostas políticas dos candidatos antes de votar, utilizando principalmente a internet (47,5%) e a TV (38,2%) como fontes de informação.

Sobre o papel da Justiça Eleitoral, os eleitores destacaram:Garantir o exercício da cidadania (26,8%);
Realizar as eleições (26,0%);
Garantir a legitimidade do processo eleitoral (23,5%).

O Desembargador Júnior Alberto destacou a relevância desses dados. “Os resultados dessa pesquisa refletem o compromisso da Justiça Eleitoral do Acre com a transparência, a eficiência e a confiança da sociedade no processo democrático. Alcançar 87% de satisfação do eleitor demonstra que estamos no caminho certo, garantindo eleições seguras e legítimas. Esse reconhecimento é fruto do trabalho incansável de servidores, mesários e colaboradores, que se dedicam para atender os eleitores com excelência. Seguiremos empenhados em fortalecer a democracia e assegurar que cada cidadão exerça seu direito ao voto com confiança e tranquilidade”, destacou.

Acesse o resultado da pesquisa por meio do link.

FONTE: TRE/ACRE

Brasileiros que estudam Medicina em Puerto Evo Morales, fronteira com o Acre, denunciam abusos, assédio sexual e negligência


Estudantes brasileiros que cursam Medicina na Universidade Amazónica de Pando (UAP), localizada em Puerto Evo Morales, na fronteira com Plácido de Castro, no Acre, estão denunciando uma série de abusos, negligência e condições precárias que colocam suas vidas em risco. Promessas não cumpridas, falta de infraestrutura e um ambiente de estudo marcado por pressões psicológicas têm gerado indignação e preocupações.

Quando inaugurada no final de 2023, a UAP garantiu aos estudantes uma estrutura de alto nível, com laboratórios modernos e recursos fundamentais para o ensino de Medicina, incluindo cadáveres para estudos anatômicos. Entretanto, segundo os alunos, a realidade é completamente diferente.

Os laboratórios frequentemente alagam, o teto ameaça desabar, e os banheiros são considerados inutilizáveis. Os estudantes relatam que, em muitas ocasiões, são obrigados a improvisar para lidar com as falhas estruturais. A situação chegou ao extremo quando um incêndio, causado por problemas na instalação elétrica, expôs todos a um grave risco de vida. Durante o incidente, os alunos salvaram equipamentos enquanto a direção permanecia inerte.

Além das condições dentro da universidade, o acesso ao campus é um desafio por si só. Durante as chuvas, o único ramal que liga a UAP à cidade se transforma em um lamaçal, dificultando a passagem de veículos. Muitos dependem de colegas que possuem caminhonetes para chegar às aulas.

As dificuldades financeiras também são uma constante. Os estudantes denunciam a cobrança excessiva de taxas para manutenção de laboratórios, participação em feiras acadêmicas e até para reformas no campus. Em troca, a universidade promete pontos extras para os alunos que colaboram, mas frequentemente não cumpre o acordo, deixando os estudantes frustrados e no prejuízo.

O ambiente acadêmico é descrito como tóxico. Estudantes relatam que professores humilham alunos em sala de aula, expulsando-os por respostas erradas ou por motivos triviais, como bocejar. Crises de ansiedade e ataques de pânico têm se tornado recorrentes, mas a direção ignora as demandas por apoio psicológico.

Uma denúncia de assédio sexual envolvendo um professor foi divulgada pela ativista Mariely Arruda nas redes sociais, mas, segundo os alunos, a instituição não tomou medidas efetivas para apurar ou resolver o caso.

A situação se agravou com o cancelamento da quarta parcial, uma das principais avaliações do curso, após casos de cola durante a prova. A universidade decidiu que todos os alunos deveriam refazer o exame, punindo a maioria que realizou a avaliação de forma honesta. “Estamos sendo prejudicados pela falta de organização da própria instituição”, desabafou um dos estudantes.

Os alunos brasileiros afirmam que, além de enfrentarem barreiras acadêmicas e estruturais, estão lutando por dignidade e segurança. “Nos sentimos abandonados. Viemos aqui para construir um futuro na Medicina, mas estamos sendo tratados com descaso”, relatou um estudante. Com apenas um ano de funcionamento, a UAP em Puerto Evo Morales já acumula reclamações graves, colocando em dúvida a qualidade e a responsabilidade da instituição em formar profissionais capacitados.

Dell Pinheiro, do Notícias da Hora